sábado, 9 de janeiro de 2010

hotel de ilusão.

Depois de tempos sem olhar-lhe nos olhos, eles me pareceram venenosos. Ardentes. De dor, de vontades. O olhar dele pesava no céu azul ao fundo. Verde intenso vagando lento em procura de um leito pra repousar. Era ele. Era eu. Nós estávamos ali, parados, olhando as coisas, deixando nossos medos fluírem, de mãos dadas abaixo de um céu que ameaçava cair, e nada abaixo de nós.
Meu cabelos longos se rebelavam com o vento que cantava e se agitava ao nosso redor, minha alma sofria. Eu não sabia como ele estava, ele sempre me parecerá indecifrável. O Cabelo dele foi a primeira coisa que me chamou atenção nele, ele era como um anjo, depois os olhos, aqueles olhos me faziam sentir coisas que não se podia explicar, que não valia explicar. Era lindo, inconfundível e eu não ameaçaria uma coisa linda daquelas com as minhas teorias estupidas. Quando ele abriu a porta eu o abracei forte, como alguém que estava desesperada, ele me beijou e disse as primeiras palavras desde que eu havia chegado ali. ''Que saudade minha menina'' e olhou nos meus olhos, marcando ali um território que ninguém nunca mais conseguiria invadir. É impressionante que como desde o dia que nos conhecemos ele tem sido o alvo de meus sonhos. Os olhos, o sorriso, ou ás vezes é só a imagem dele, lá, no branco absoluto que meu coração criou pra repousar todo o amor que eu tenho por ele. Mas aquele dia, nós não estávamos nos meus sonhos brancos, nós estávamos naquele colorido das emoções que sentíamos, das coisas que temíamos, do céu que ameaçava cair e da cidade que eu desconhecia, precisávamos usar das palavras para saber que estávamos ali porque éramos acorrentados um ao outro, que por mais que tudo estivesse ''acabado'' nós nos amariamos, talvez, para sempre.

Eu não te troco por nada e por ninguém MEU HEROI.

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