Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas". Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado. As vezes fico em silêncio e meus dias são iguais. O tempo passa mais eu fico aqui e nada muda. Por mais que eu tente relevar e esquecer os erros, os sonhos sempre acabam sendo os mesmos pesadelos.
/Os dias não passam pra quem espera alguém voltar, e quem se importa?
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
"Meu samba não tem nada a ver com o carnaval"
Change.
Hoje eu estive pensando em como eu mudei de uns tempos pra cá, conversando com uma pessoa que me conhece a muitos anos, ele disse: ''nossa vc ta diferente mesmo, mas acho que pra pior, infelizmente''. Eu perguntei porque, e ele me respondeu com convicção ''a sei la, vc era tao doce, amiga, compreensiva, agora vc ta tao assim... sei la'' Eu tentei ajuda-lo a dizer as coisas que ele nao tinha coragem... ''grossa? arrogante? chata? metida? pode falar, criticas são construtivas, foi por causa delas que hoje assim''. Ele me disse que estou mesmo arrogante. E Pensando nisso acho que realmente to diferente, mas não acho que seja pra pior, escolher as amizades e as pessoas com quem eu vou me relacionar não é tão ruim, é? quero pessoas que possam acrescentar coisas a minha vida, que queiram as mesmas coisas que eu, acho que não to numa fase de sair por ai, beber e fazer coisas sem responsabilidades... quero fazer minhas faculdades, trabalhar, ter alguma coisa, eu to pensando mais no meu futuro, e quero pessoas que pensem no futuro também, pra ficar do meu lado, que tenha planos, sonhos, que seja como eu.
- ''vc mudou o seu estilo, fico maravilhosa, mas deveria ter continuado com a sua mentalidade''
- ''acho que o sofrimento me fez uma pessoa mais fria, e eu nao consigo lidar com as coisas da mesma forma, eu nao consigo ser boba como era antes, acreditar nas pessoas de olhos fechados, achar que o mundo é feito de sonhos que vão se realizar, eu não vivo mais em um mundo de fadas, eu tenho o pé no chão e me sinto bem mais adulta agora.''
- ''Jainnye, tchal, só esqueca de uma coisa, no dia que vc cair, e perceber que o que esta fazendo esta totalmente errado, vc sabe onde me achar, estarei aqui...''
/Não vou mudar.

