quarta-feira, 17 de junho de 2009

What if I wanted to fight?

Esses passos tímidos ecoam alto demais e, para quem não quer ser vista, isso não é nada apropriado. Esses corredores de portas brancas me incomodam demais. Essas paredes verdes e frias que, mesmo que eu me mantenha longe delas, me privam do calor e do aconchego que tanto procuro essa noite.

São esquinas que, sem alto-falantes, emitem sons de toda sorte, e muitos deles, infelizmente, são de uma voz familiar. São suspiros aos quais estou assutadoramente acostumada. Tenho uma permanente impressão de que esses sussuros já muito me esquentaram os ouvidos, em outras noites parecidas como a de hoje. Aí eu luto para não perder a concentração nesses sons, não me soltar da corda que me aponta a direção da saída mais próxima. Desconcentrada, tudo que cuidadosamente orbita meu coração sem bater nas minhas costelas perde o controle e aí tudo que sinto é uma dor interna intermitente que segue cada batida do bumbo de uma música triste qualquer que eu escuto.

* Desconcentrada, agarro-me ao trinco da primeira porta que eu encontro. E sempre acabo no mesmo quarto, na frente do mesmo computador, ouvindo as mesmas músicas, ínsone.

/Parece que eu tô reclamando, mas eu vejo beleza nisso tudo.
eu não sei o que fazer, sério mesmo, as coisas estão meias confusas :/ queria tanto escolher o caminho certo, mais eu sou toda torta e errada :~ aah, foda-se também , deixa o tempo resolver , o que eu não posso resolver por mim mesma @:

beeeeeeeeeeeeeeijo ;*