sábado, 23 de maio de 2009

quarta-feira, 8 de abril de 2009 | 4:48:16

Talvez tudo seja apenas meras coincidências. Talvez tudo que temos em comum, outras pessoas também tenham, mas nós ainda não descobrimos isso. Talvez os nossos pensamentos e visões de mundo sejam muito parecidos, apenas porque são. Talvez essa sensação de estar sonhando quando estou com você seja apenas pelo seu perfume entorpecente. Talvez o que passamos não é muito e, talvez também, um dia será nada. Talvez o que eu sinto quando estou longe de você não seja saudades de você, mas de mim mesma. Talvez esteja acontecendo muitas coisas, ou é só coisa da minha fértil imaginação. Talvez tudo que você me diz, você diz para todos ao seu redor. Talvez o que eu sinta não seja uma coisa arrebatadora, um aiusu. Talvez a distância seja a melhor coisa. Ou não. Talvez a sua fuga não seja causada pela minha desatenção. Talvez eu não seja desatenta de verdade. Talvez quando você partir eu nem perceba. Talvez eu ainda consiga viver. Talvez essas noites de insônia sejam causadas por algum desses remédios. Talvez eu não queira invadir a sua casa. Talvez eu queira que meu coração seja a sua casa. Talvez o sentimento de ‘posse’ exista porque eu não tenho nada. Talvez não é ciúme. Talvez você nem faça parte da minha vida. Talvez você seja a minha vida. Talvez o motivo do meu coração quase sair do meu corpo toda vez que te vejo, que alguma janela de MSN pisca, que o celular toca, que te ouço gritando alto meu nome, seja apenas pelo susto do algo inesperado (muito esperado). Talvez o inverno que tenho aqui dentro não é pela sua ausência. Talvez eu não queira ser o que eu sou pra você. Talvez eu queira ser alguma coisa pra alguém. Talvez um adeus frio resolva. Talvez eu queira que você seja a minha única saída. Ou não. Talvez não seja o brilho dos seus olhos que me faz sorrir. Talvez seja esse mesmo brilho que me faz enxergar. Talvez você tenha se assustado com a minha loucura e se interessado pela minha verdade. Talvez eu tenha te colocado no papel de herói da história, e você seja o vilão. Mas, as vezes, eu ainda insisto em te chamar de meu herói, minha heroína, algo que eu preciso ter nas minhas veias. Talvez o toque da sua mão na minha me faça estremecer pelo calor que ela transmite, só. Talvez eu não sinta nada. Talvez eu não tenha nada. Talvez eu só tenha você. talvez isso me baste , pra sempre.




/Esse texto foi enviado no dia do titulo, ao um e-mail que foi criado pra mandar coisas anônimas pra uma pessoa. E sim, o texto é de minha autoria :*

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